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Festival de pipas faz sucesso em escola do Espírito Santo

Professora de Educação Física promove projeto interdisciplinar com brincadeira de pipa. Confira o passo a passo da atividade!

Papagaio, arraia, cafifa, pipa… Independente de como é chamado, o brinquedo marcou a infância de muitas gerações no Brasil inteiro. Com o tempo, a cultura de soltar pipa foi se perdendo, mas ainda existem lugares em que a tradição permanece “nos céus”.

A professora Fernanda Braga, de Afonso Cláudio, no Espírito Santo, resolveu resgatar a cultura dessa brincadeira para aumentar o interesse dos alunos pelo espaço escolar. Ela criou o Festival de Pipas na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Elvira Barros.

“A Educação Física vai além de somente jogar bola, precisamos estar sempre inovando e proporcionando aos nossos alunos práticas diversificadas”, contou Fernanda. 

Introduzindo o tema

O projeto envolvendo as pipas contou com a parceria entre professores de diferentes disciplinas. Nas aulas de Língua Portuguesa, os alunos trabalharam a construção de poemas sobre o tema. Na matéria de Artes, puderam confeccionar suas próprias pipas. Já nas aulas de Educação Física, foram feitas pesquisas sobre a origem e história do brinquedo. Além disso, os alunos falaram sobre questões de segurança, como evitar lugares com fios de alta tensão e sobre o perigo do uso de cerol.

Emoções ao vento

Pipas que encantam,
Pipas que inspiram,
São pontinhos coloridos naquele céu imenso,
Que com o vento dançam.
Tão cheia de vida e delicada,
Que distrai a cabeça da molecada.
Tradição passada de geração em geração,
Que trás lembranças acesas dentro do coração.
Brincadeira que nos faz sorrir,
Mostrando que até as coisas mais simples podem nos divertir.
Independente da idade que alguém possa ter,
Ninguém é impedido de VIVER,
Todos podem fazer uma pipa voar,
Esquecer dos boletos a pagar,
E de todos os problemas que costumam nos rodear,
Até porque, também precisamos de espairecer e descansar.
As vezes, precisamos de ter a leveza de uma pipa para poder decolar!

Selenna Vitória Zibell

O festival

Depois de trabalhar o tema com os alunos, aconteceu o grande Festival de Pipas da Elvira Barros. Para que a atividade pudesse ficar ainda mais interessante, o evento aconteceu em um local diferente da escola, com uma altitude de 1057 metros, uma paisagem incrível e ventos propícios para as pipas voarem.

A escola foi responsável pela logística de transporte dos alunos, que puderam fazer uma caminhada até o destino final e aproveitar o contato com a natureza. Chegando lá, os jovens aprenderam a empinar pipas e fizeram um piquenique e roda musical. “Foi uma experiência única para os alunos. Momentos como esse com certeza ficarão marcados na memória de cada um”, disse Fernanda.

O festival contou com uma competição em 3 categorias: a maior pipa, a mais criativa e a pipa que voasse a maior distância. Como premiação, os vencedores de cada categoria ganharam camisas personalizadas do evento, medalhas e certificados.

O impacto do festival na vida dos alunos é a maior satisfação da professora. “Os jovens que ficavam ociosos quando não estavam na escola, deram continuidade ao projeto por conta própria. Agora eles se reúnem e ficam horas e horas empinando pipas no tempo livre.”, declarou Fernanda. 

De acordo com ela, os cursos Metodologias Ativas, Protagonismo Juvenil e Competências Socioemocionais, oferecidos pelo Impulsiona, contribuíram para o embasamento dessa ação. “Os estudantes puderam aprender de forma autônoma e participativa, exercendo o protagonismo e ao mesmo tempo trabalhando a empatia, confiança, responsabilidade e criatividade.”

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Claudenilda da Silva Barbosa
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Claudenilda da Silva Barbosa

Excelente, resgatando as brincadeiras de antigamente e até mesmo o meio de comunicação entre os participantes.