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Impulsionadora da Educação: professora Paula Ribeiro Costa

Professora de Ed. Física inclui os jogos indígenas no programa de aulas e explica como mobiliza seus alunos

A Lei nº 10.639/2003 estabelece as diretrizes e bases da educação nacional para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”. Porém, cumprir essa obrigatoriedade não está no programa de muitas escolas brasileiras, tornando-se um grande desafio para a educação básica. E como a educação esportiva pode ajudar no cumprimento da Lei? Como se sabe, esporte e cultura caminham juntos. E muitos dos esportes que os brasileiros praticam são influências da cultura africana e indígena. Pensando nisso, a professora e impulsionadora da educação Paula Ribeiro Costa, de São Paulo, decidiu incluir nas suas aulas de Educação Física o tema de Jogos Indígenas.

“Todo início do ano, na organização escolar, fazemos o planejamento anual. Neste processo, sempre incluo a questão dos povos indígenas de alguma maneira. Esse tema faz parte do currículo e, como sabemos, é garantido por lei que se trabalhem as questões indígenas. Independente disso, não saberia como deixar de fora do currículo dos meus alunos um tema que está implícito em muitas práticas corporais que os alunos, desde muito cedo, têm acesso, tanto na escola como fora dela”, explicou.

Engana-se quem pensa que uma aula de Educação Física é somente prática. Paula traz muitas informações aos seus alunos, por meio de reportagens e textos. Essa diversidade de conteúdo fez com que suas aulas fossem enriquecidas e despertassem o interesse dos seus alunos. “É interessante perceber que, ao trabalhar temáticas indígenas, alguns alunos compartilharam a sua própria descendência e se reconheceram nela. No início de 2017, trabalhamos com o Carimbó, dança que tem influência indígena, africana e portuguesa. Os alunos entraram em contato com uma vasta riqueza cultural, o que os motivou muito.”

A professora foi motivada pela empolgação de seus alunos e decidiu usar como temática os jogos indígenas como referência ao agosto indígena. “A proposta era pesquisarem sobre os jogos, escolherem um esporte indígena para aprofundarem e montarem um seminário para compartilhar com os colegas o conhecimento adquirido. Feito isso, iríamos vivenciar alguns esportes indígenas na prática.”

“Os alunos foram muito participativos, criativos e utilizaram de vários recursos que aprenderam em outras disciplinas na escola, como em Artes e Informática. O professor de Informática proporcionou a utilização de recursos midiáticos para todos, o que facilita e aprimora as apresentações. Outros alunos construíram maquetes dos jogos lindíssimas, recurso esse já aprendido com a professora de Artes”, relatou Paula.

Para a professora, o esporte é um excelente meio de trabalhar a cultura. “O esporte proporciona aos alunos possibilidades de compreender toda uma cultura corporal, uma sociedade, aprender e compartilhar valores. Para além disso, penso que esse esporte deve ser aprendido em todas as suas dimensões para que o aluno possa compreender a importância das regras, de uma organização, dos objetivos, a representatividade social, todos os significados que têm em diferentes grupos sociais. O esporte deve ser inclusivo e jamais segregar”, completou.

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