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Ensine o Badminton na aula de Educação Física

A tradição indiana que inspirou os britânicos é um dos esportes mais praticados no mundo

O badminton tem origem em uma brincadeira bastante comum no Brasil: a peteca. Transformado em esporte por um grupo de britânicos, ainda no século XIX, o centenário Badminton ganha fãs pelo mundo a cada ano. Basta ter uma rede, a raquete e uma espécie de peteca adaptada para dar os primeiros passos na modalidade. E com um pouco de criatividade, também é fácil ensinar o badminton nas aulas de Educação Física.

CONFIRA AQUI UM PASSO A PASSO PARA LEVAR O ESPORTE PARA A ESCOLA.

Origem do badminton

Começou assim: os primeiros relatos do que conhecemos hoje como badminton datam de 1850, quando agentes expatriados do Império Britânico, em viagem à Índia, se depararam com o “Badmintonbol”, popularmente chamado de poona. Essa versão se difere da atual por ter uma bola de lã no lugar da famosa “peteca” — o nome oficial é “volante” ou “pena”. A data precisa da criação do esporte é um mistério, mas seu nome tem relação com a casa de campo do Duque de Beaufort, já na Inglaterra. A casa de campo se chamava… “Badminton”.

Desenho preto e branco onde dois casais com trajes de luxo jogam badminton no passado

As regras atuais

Com o passar dos anos, as regras foram se modelando até chegar ao que conhecemos hoje: jogado de forma individual ou em duplas, com uma rede de 1.55m de altura, dividindo os 13m40 de comprimento da quadra, com 6m10 de largura.

O ponto é conquistado pelo atleta que lançar o volante de penas (peteca) dentro da área de jogo do adversário. Quem acertar a rede ou jogar o volante fora da área de jogo do oponente perde um ponto.

As partidas são disputadas em melhores de três sets (conhecidas também como parciais). Quem vencer dois sets primeiro, vence o jogo. Os sets são disputados até que um atleta alcance 21 pontos, ou abra uma vantagem de dois pontos. Por exemplo: chegar a 23 a 21, ou a 24 a 22. Caso o set siga empatado até 29 a 29, há a disputa de um ponto de “ouro”, para definir o vencedor do set com o placar de 30 a 29.

Popularidade

Apesar da origem europeia, os melhores do mundo no esporte são os países asiáticos. Estão na lista atletas de nações como Índia, China, Indonésia, Coréia do Sul e Malásia. Pelo badminton ser uma “febre” em países populosos como Índia e China, muitos consideram que o esporte é um dos, se não for o primeiro, com mais praticantes em todo o mundo. Pelos cálculos da Federação Internacional de Badminton, cerca de 160 nações possuem confederações próprias.

Curiosidades do esporte

Você sabia que a peteca é feita com as penas da asa esquerda do ganso?? Ou que a sua velocidade pode ser alta a ponto de furar uma melancia??

Veja essas e mais curiosidades AQUI, nesta matéria especial com fotos e vídeos que preparamos.

A inclusão nos Jogos Olímpicos

A grande popularização do esporte veio na década de 1990. O motivo foi a inclusão do badminton no programa Olímpico. A estreia foi nos Jogos de 1992, em Barcelona — após a participação como “esporte exibição”, em 1988, em Seul. A modalidade esteve presente em todas as edições dos Jogos desde então, incluindo o Rio 2016.

As competições Olímpicas, por sinal, são o retrato fiel do domínio dos orientais. No quadro geral de medalhas, somadas todas as edições desde 1992, a China possui 41 medalhas, com mais de 20 delas sendo de ouro. Em seguida, aparecem Indonésia e Coréia do Sul, ambas com 19 medalhas. A Dinamarca é o primeiro país europeu a aparecer entre os maiores vencedores: são oito medalhas, o mesmo número de conquistas dos malaios.

Veja a evolução do badminton nos Jogos Olímpicos

Os craques do Badminton

Por ser a China a maior vencedora da história Olímpica, já sabemos que são de lá os grandes nomes do esporte. Gao Ling é a maior medalhista da modalidade. Só ela conquistou quatro medalhas, sendo dois ouros ao jogar a categoria em duplas. Entre os homens, a referência é Lin Dan (fotos abaixo), vencedor na disputa individual nas Olimpíadas de Pequim, em 2008, e Londres, em 2012. No Rio, em 2016, Chen Long, também da China, venceu no individual entre os homens, enquanto a espanhola Carolina Marín quebrou a supremacia asiática.

Um detalhe curioso na disputa individual entre os homens: Lee Chong Wei, da Malásia, foi derrotado nas últimas três finais, ficando com a prata. Aos 36 anos, ele se aposentou em junho de 2019.

Sequências de fotos do chinês Lin Dan em jogadas de badminton e com a família

O esporte no Brasil

Quanto ao Brasil, a chegada do esporte se deu por São Paulo. Foi no Clube dos Ingleses, em Santos, em 1938, que as primeiras “raquetadas” foram dadas por aqui. O problema, porém, é que a modalidade pouco se desenvolveu nos anos seguintes. O esporte permaneceu pouco conhecido no continente. A primeira competição oficial no país foi em 1984, em São Paulo. Foi no mesmo ano que o badminton registrou seu primeiro campeonato Sul-Americano. Os brasileiros marcaram presença na disputa.

A Confederação Brasileira de badminton foi criada em 1993, já após a consolidação de competições regionais, muitas delas em São Paulo. Em 1995, três anos após o badminton integrar o programa Olímpico, em Barcelona, a confederação brasileira ingressou na lista das instituições vinculadas ao Comitê Olímpico Brasileiro.

Nossas primeiras medalhas

A primeira medalha em uma grande competição veio no Pan-Americano de 2007, no Rio, com o bronze da dupla Guilherme Kumasaka e Guilherme Pardo. O desenvolvimento do esporte veio na esteira da realização dos grandes eventos esportivos no país. Os Jogos Olímpicos do Rio, por exemplo, marcaram a primeira presença brasileira na competição.

Uma boa notícia para quem gosta do esporte veio em agosto de 2019. Na edição dos Jogos Pan-Americanos, em Lima, no Peru, o Brasil registrou sua melhor campanha em um torneio de grande porte. Foram cinco medalhas ao todo, com quatro de bronze e o inédito ouro do carioca Ygor Coelho, de apenas 22 anos.

Sua conquista foi festejada por se tratar de um exemplo de como o esporte pode influenciar no desenvolvimento educacional — Ygor começou a praticar o Badminton ao participar da Associação Miratus, ONG fundada pelo pai, Sebastião Dias de Oliveira, para ensinar o esporte às crianças da comunidade da Chacrinha, no Rio de Janeiro.

Ensinando o badminton na escola

E existem muitas formas de ensinar o badminton para crianças e adolescentes. O Impulsiona preparou um conteúdo digital que ajuda professores de Educação Física a adaptarem raquete, rede e peteca para a realidade escolar. Baixe o material gratuitamente clicando AQUI.

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