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Como trabalhar a inclusão na Educação Física Escolar

A educação inclusiva pressupõe escola aberta para todos, ambiente em que todos aprendem juntos, quaisquer que sejam as suas dificuldades

Estimular a inclusão com crianças e jovens na escola tem se tornado algo cada vez mais importante no cenário da educação. Ao analisarmos competências socioemocionais como empatia, amabilidade e consciência, notamos que elas irão esbarrar no conceito de inclusão.

A educação inclusiva pressupõe escola aberta para todos, ambiente em que todos aprendem juntos, quaisquer que sejam as suas dificuldades. Nesse contexto, todas as disciplinas e em especial a educação física escolar passam do processo de exclusão para um de inclusão.

Saber dividir a quadra com pequenos atletas de diversas origens, credos, raças e habilidades físicas, em que serão estimulados e exigidos da mesma forma, proporciona um aprendizado de valor inestimável. Dentro do contexto escolar, já estamos acompanhando a educação inclusiva na qual os alunos participam, tendo ou não necessidades especiais, dá mesma atividade.

E a educação física é uma das melhores disciplinas para isso, pois através de atividades e brincadeiras promove a interação de todos os alunos e cria oportunidades para as pessoas com deficiência mostrarem que também são capazes de evoluir em conjunto.

Existem duas linhas na educação física quando se trata de pessoas com deficiência: a educação física adaptada x a educação física inclusiva. As duas modalidades de atuação dependem muito mais dos educadores que dos alunos. Na educação física adaptada, os estudantes com deficiência praticam atividades físicas separados dos seus colegas. Já na educação física inclusiva, todos participam das mesmas atividades propostas.

A prática das duas modalidades requer um ambiente acessível, que oferece oportunidades iguais, com inclusão social e valorização das diferenças, estimule o desenvolvimento de habilidades e valorize as competências socioemocionais. Para isso, cabe ao professor planejar as aulas de acordo com as especificidades dos alunos de cada turma.

Pensando em auxiliar o professor de educação física, e sendo esta também uma das premissas do Impulsiona, separamos algumas dicas de esportes inclusivos e fáceis de incluir nos planos de aula.

Futebol de 5

Praticado por atletas cegos, o futebol de 5, ao que tudo indica, surgiu na Espanha, por volta da década de 1920. No Brasil, há indícios de que era praticado durante a década de 1950 por cegos que jogavam com latas.  A modalidade só entrou para o programa dos Jogos Paraolímpicos em Atenas-2004. E o Brasil é, até hoje, o único campeão. O futebol de 5 é disputado em uma quadra que segue as medidas do futsal, com algumas alterações nas regras tradicionais.

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Rio de Janeiro – Brasil vence a China de virada por 2 a 1 e vai à final do futebol de 5, nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Os atletas de linha usam vendas nos olhos para evitar qualquer vantagem dos que apresentem percepção luminosa, enquanto o goleiro consegue enxergar normalmente. A partida é composta por dois tempos de 25 minutos cada, com intervalo de 10 minutos. O som dos guizos do interior da bola orienta os jogadores. Este é um esporte inclusivo e pode ser praticado com pessoas com ou sem deficiência. No Curso Impulsiona Esporte Futebol de 5, você irá conhecer um pouco mais sobre a história dessa modalidade, regras e dicas de como aplicá-la com seus alunos.

Goalball

Desenvolvido especificamente para deficientes visuais, o Goalball é o único esporte paralímpico não adaptado. Foi criado em 1946, pelo austríaco Hanz Lorezen e o alemão Sepp Reindle, que tinham como objetivo reabilitar e socializar os veteranos da Segunda Guerra Mundial que ficaram cegos. Durante os Jogos de Toronto (1976), a modalidade foi apresentada como um esporte de alto rendimento.

Uma partida de Goalball acontece entre em duas equipes com três atletas cada com o objetivo de fazer gols. Durante o jogo os atletas têm a função de arremessar e defender. A bola arremessada deve tocar em determinadas áreas da quadra para que o lance seja considerado válido. O Goalball é um esporte baseado na percepção tátil e, principalmente auditiva, por isso não pode haver barulho enquanto a bola está em jogo. Este é outro esporte inclusivo, que poder aplicado com alunos com deficiência e sem. Para saber como, acesse nosso curso Impulsiona Esporte Goalball.

Vôlei sentado: um esporte para todos 

O voleibol sentado é um esporte divertido, empolgante e emocionante para quem assiste e, também, para quem está dentro da quadra jogando. Uma alta dose de espírito de equipe, habilidade, estratégia e garra são características necessárias para a sua prática. O vôlei sentado pode ser jogado por atletas de ambos os sexos, portadores de deficiência física, mas também pode ser praticado por pessoas que não possuem deficiência. O mais legal é que pode ser praticado por meninos e meninas ao mesmo tempo. Faça download deste conteúdo pedagógico, conheça a história, as regras desta modalidade e inclua hoje mesmo este esporte no seu planejamento de aulas.

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Esporte para todos: um novo olhar sobre a deficiência 

Qualquer pessoa pode e deve praticar esportes. Basta encontrar as modalidades que mais combinam com suas vontades e características. O que para alguns é uma tarefa simples, como calçar as chuteiras e bater uma bola, pode ser um grande desafio para pessoas com deficiência. Pensando nisso, montamos o conteúdo pedagógico “Esporte para Todos” para conhecer os diferentes tipos de deficiência, as melhores formas de lidar com pessoas que as possuem e as modalidades esportivas mais adequadas para cada tipo. Conheça também exemplos de atletas que se destacaram em diversos esportes paralímpicos e se tornaram exemplos de superação.

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5 comentários

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  1. Avatar Andréa Gonzales disse:

    A disciplina Educação Fisica sempre pertenceu ao quadro da Sala de Recursos por ser uma construção de conhecimentos que permite, de maneira ativa, maior compreensão ao corpo, seus movimento,s, suas percepções, funções, poderes, dificuldades, e adaptações… Além disso, permite, de maneira real, concreta, a apresentação dos movimentos do corpo e a possibilidade de sentir de maneira real. Também permite que nós professores possamos nos sentir alunos e aprender cada vez mais com o poder de participar de modo ativo, Há a possibilidade de sentir a deficiência de modo real podendo identificar pontos positivos e negativos, aos quais devemos estar mais e mais atentos para poder compartilhar o desejo de aprender e ensinar.

  2. Avatar diego disse:

    obrigado pelo conteudo, ja me ajudou no TCC

  3. Avatar Dimicilia farias de lira colares disse:

    IMPULSIONA VEIO PARA ME TIRAR TANTAS DÚVIDAS, AGORA É TANTA INFORMAÇÃO QUE TENHO QUE ORGANIZAR O TEMPO. OBRIGADO !

  4. Avatar Livisson Silva disse:

    Devemos sempre buscar meios de incluir as pessoas com e sem deficiência. Boa iniciativa ao grupo impulsiona

  5. Avatar Cileide disse:

    Parabéns por compartilhar as idéias e assim oportunizar novas ações que promovem aprendizagem